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Encontro de gerações é realizado na Kolping Vila Belém

Alunos das turmas de Direitos Humanos, Violão e idosas do grupo de convivência da Terceira Idade, da Kolping Vila Belém, participaram do primeiro encontro intergeracional. Reunidos na tarde do dia 1º de junho, quinta-feira, para dividirem experiências, o encontro superou as expectativas: sentados de forma alternada após uma dinâmica, jovens ao lado de idosas, eles trocaram homenagens, dançaram e partilharam juntos sobre as experiências dos grupos, o uso do espaço Kolping e a importância do Estatuto do Idoso, que assegura os direitos das pessoas com mais de 60 anos.

O objetivo do encontro, de acordo com a educadora da oficina de Direitos Humanos, Lucilene Aparecida da Silva, foi fazer com que os grupos dialogassem, buscando o fortalecimento da comunidade e empoderamento do espaço Kolping. “Embora convivam praticamente no mesmo espaço, na Kolping da Vila Belém, os grupos não se conheciam. Conversamos sobre o respeito às diferenças e limites das pessoas. Alguns momentos foram marcados por emoção, o que mostra a importância do diálogo com o outro e como isso fortalece as pessoas e a vida em comunidade. Foi muito positivo”, avalia Lucilene.

Integrante do grupo de convivência partilha experiência

O encontro foi previsto pelo plano de estudos da oficina de Direitos Humanos. A oficina é uma experiência piloto de aulas com esta temática do Projeto Preparando o Futuro da comunidade Kolping da Vila Belém. Devido ao cronograma do curso, que termina no final do mês, um segundo encontro de gerações foi comentado, mas ainda não tem data programada. Se depender dos integrantes, esforço não vai faltar para repetir a experiência. Prova disso é a vontade de repetir a interação, manifestada por alguns alunos. Para Ana Carolina Morandi, de 18 anos, aluna da oficina de Direitos Humanos, o encontro foi marcante. “Todos amaram essa troca de experiências e essa confraternização. Todos foram acolhidos como se fossem netos e avós. No meu caso, acrescentou saber que as idosas existem e ocupam o mesmo espaço em que estamos inseridos, e nós não fazíamos ideia do trabalho maravilhoso que elas fazem, nem do quanto a Kolping é importante na vida delas, muitas encontram ali a vontade de viver.”

O grupo de convivência e fortalecimento da Terceira Idade, formado por cerca de 20 idosas,  existe para desenvolver atividades para o envelhecimento ativo, independente e saudável, além de fortalecer o vínculo com as famílias e comunidade e evitar a solidão das idosas. As senhoras se reúnem semanalmente, às quintas-feiras. Segundo a mobilizadora do grupo, Elaine Ferrari, o encontro com os jovens não é a primeira experiência com outros grupos, já que as idosas já se reuniram com crianças e adolescentes. Mas destaca que com o formato de troca de experiências, como ocorreu na ocasião, é o primeiro. Para Elaine, a reunião deixa bons frutos: “Para as idosas é muito legal. Foi um momento de suavidade. De suavizar esse percurso da Terceira Idade. Elas ficam mais leves e veem nos jovens os filhos e netos. O que me deixou muito surpresa foi o cuidado dos jovens com a alimentação das participantes do grupo de convivência. ‘O que elas gostam de comer?’, ‘O que eles podem comer?’. Eles foram muitos cuidadosos por saber que a maioria dos idosos têm restrições alimentares. Tiveram muito cuidado em preparar o ambiente e de escolher músicas que foram cantadas também.”

Enquanto as idosas cantaram o sucesso escrito em 1967, a canção “Como é grande o meu amor por você”, de Roberto Carlos, os jovens cantaram uma música escrita quase 50 anos depois, que é “Trem-Bala”, de Ana Vilela, que diz da importância de viver com quem se gosta da melhor forma possível. A diferença entre as gerações é evidente até nas escolhas das músicas, mas elas  parecem transmitir o mesmo sentimento: afeto.

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